O Itaú, o segundo maior banco privado do país, comprou hoje por R$ 4,5 bilhões o Bank Boston no Brasil. Mas não vai gastar nem um centavo nesta operação: o negócio vai ser pago com a emissão de novas ações do banco brasileiro. Com isso, o Bank of America, segundo maior banco dos Estados Unidos, dono do Bank Boston, vai passar a ser dono de 5,8% do itaú.
O mercado já tinha como certa a operação, mas o anúncio da compra, que não tira dinheiro do caixa, fez os papéis do Itaú subir 4,94%. O negócio coloca o Itaú mais perto do maior banco privado do país, o Bradesco, mas ainda não lhe dá a sonhada liderança.
O Bradesco tem R$ 208 bilhões em ativos, como títulos públicos e empréstimos. O Itaú, já com os ativos do Boston, chega a R$ 174 bilhões.
“O Bank Boston representa, em termos de ativos, empréstimos e depósitos, um aumento da ordem de 20% daquilo q o Itaú é hoje. Portanto, é um aumento expressivo nos negócios de banco comercial”, disse o presidente do Itaú, Roberto Setúbal.
Mas os analistas de mercado ouvidos pelo Jornal da Globo não vêem o negócio de hoje como um ataque do Itaú para chegar à liderança, Mas como uma estratégia defensiva para evitar que o líder Bradesco se distanciasse no ranking.
Parte da clientela do Itaú e do Bank Boston é parecida, especialmente os clientes corporativos e pessoas físicas de alta renda, justamente o mercado em que o Bradesco não está tão presente e por onde poderia crescer.
“O que significa a aquisição de outro banco, é você ganhar escala, ou seja, com a mesma estrutura de custo – ou aumentando um pouco mais a estrutura de custo – , você consegue ter uma receita de serviços e uma receita de operações de crédito maior. Ou seja, é você ganhar escala”, explica Erivel Rodrigues, presidente da Austin Rating.
As empresas bem-sucedidas devem entender verdadeiramente os mercados a que servem, e combinar o seu composto de marketing com as necessidades do mercado, em um processo chamado marketing direcionado.No caso citado acima, podemos verificar o Banco Itaú fez uma análise da segmentação do mercado. Também podemos co-relacionar o texto com uma das 22 leis do marketing, a Lei do Oposto. Nesta Lei o marketing é uma batalha pela legitimidade, a primeira marca que conqista consegue retratar os concorrentes comoaspirantes ilegítimos.Se você desistir de focalizar o número 1, sua empresa estará vulnerávelnão apenas para o líder, mas para toda a categoria.
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